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terça-feira, 11 de setembro de 2012

1960 A 1969 - A ERA DE PRATA - CAP. 11


NºS 165 E 166 - OUTUBRO A DEZEMBRO DE 1966

As edições 165 [out/66] e 166 [Nov/dez-66] marcam o final da fase nostálgica da era de ouro, mais precisamente a partir do nº 166, e a arte e os argumentos começam a ter uma roupagem mais moderna, com traços e histórias mais bem elaboradas. Com duas histórias por edição, nessas aventuras Mulher Maravilha enfrenta alguns de seus mais tradicionais inimigos: Dr. Psycho e Cheetah [Mulher Leopardo], além de trazer o retorno do vilão Egg-fu e um diferente personagem chamado “Homem-Jornal”.
A equipe de produção continua inalterável:

EDITOR E ROTEIRISTA: Robert Kanigher
DESENHISTAS [inclusive arte de capa]: Ross Andru [traço], Mike Esposito [nanquim]

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Perigos do homem de papel!
[1ª história do nº 165]
O Coronel Steve Trevor e a enfermeira Diana
Prince estão visitando uma fábrica de produtos
químicos onde Steve foi enviado para verificar
a repeito de um novo processo químico para
fabricar um papel especial.
Um dos emopregados dessa fábrica, Horace, 
é um homem magricelo de aparência muito
frágil que vive servindo de galhofa para os
outros funcionários que debocham dele
dizendo que ele tão fraco que mais parece
ser feito de papel.
Acidentalmente Horace cai num tonel onde
estão sendo preparados os produtos químicos
para tratar o novo tipo de papel, e emerge
dali transformado num homem de papel,
arrancando mais risadas de seus companheiros.
Apenas Diana Prince parecia precupada com
ele  demonstra alguma solidariedade, e por
isso Horace cai de amores por ela e decide
que vai conquistá-la e cobri-la de presentes,
no entano, escolhe o roubo como
forma de
adquirir os valiosos presentes que pretende
ofertar a Diana, como perfumes, caríssimos
casacos de pele e jóias.
Mulher Maraviha, no entanto, está sempre
tentando detê-lo, o que o faz ver nela uma
grande inimiga assim como também acha
que Steve Trevor é seu rival pelo amor de
Diana Prince.
O Homem Papel sempre consegue fugir
usando truques como se enrolar em forma
de tubo, transformar-se
numa bola de papel
amassada ou dobrar-se na forma de um avião
de papel, até que finalmente, perseguido pela
heroína, ele acaba caindo nas prensas de um
jornal e transformando-se num dos exempares
impressos, terminando assim sua carreira de
crimes.

[clique aqui para ler a sinópse mais detalhada desta aventura]

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As três Faces fantásticas da Mulher Maravilha!
[2ª história do nº 165]


Mulher Maravilha cai numa armadilha do Dr. Psycho que a éspoe a um raio inventado por ele que a divide em três.

O raio "extrrai" de dentro da MUlher Maravilha original duas outras, uma delas é perversa e mesquinha, a outra extemamente fútil e vaidosa, a tal ponto que passa a maior parte do tempo admirando a propria beleza num espelho.

Essas "metades ruins da amazona se unem para derrotá-la e a acorrentam às costas de uma baleia esperando que  o animal a carregue para  fundo do mar, onde morrerá afogada.
Mas a heroína consegue lirar-se da baleia e das crrentes qe a prendem, então, ilude a Mulher Maravilha vaidosa e a convence que a  outra quer se librar dela para ser a únca MUlher Maravilha que restou.
Juntas elas cosneguem prender a Mulher Maravilha mal, e num momento de distração da mulher Maravilha vaidosa, a verdadeira a prende com seu laço mágico.
Expondo-se novamente ao raio, mas invertrido, Mulher Maravilha consegue fazer cm que suas cópias se juntem novamente a ela e quando Psycho, vendo que seunplano fracassou, tenta fugir, e capturado por Steve Trevor que estava por mperto.


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O SINISTRO ESQUEMA DE EGG-FU, O QUINTO
1ª HISTÓRIA DA EDIÇÃO Nº 166

A pedido do General Darnell, Mulher Marvilha e Steve Trevor etsão investigando o desapaecimento do "Fada do Mar", um dos maiores submarinos nucleares dos Estado Unidos.
Eles descobrem que o submarino foi capturado por Egg-Fu, antigo inimigo da Mulher Maravilha, que usou um aparelho de sucção de vácuo para atraí-lo ao seu esconderijo submarino, dentro de uma falsa concha gigante.
Usando esse mesmo dispositivo, Egg-Fu consegue também capturar o avião invisíel da heroína.
Este, porém, não é o mesmo Egg-Fu que a amazona enfrentou no passado, que ela havia partido ao meio com seu laço mágico. Este é Eg-Fu, o quinto.
Desta vez Mulher Maravilha usa o som estridente de seus braceletes batendo-os um contra o outro para rachar Egg-Fu, depois, com seus braceletes, repele de volta para o submarino do vilão um de seus próprio torpedos, fazendo-o explodir.

CLIQUE AQUI PARA LER A SINÓPSE MAIS DETALHADA DESTA AVENTURA
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Era uma vez uma Mulher Maravilha...!
2ª HISTÓRIA DA EDIÇÃO Nº 166
Diana Prince começa a se indagar como é possível que Seve Trevor ame tanto a Mulher Marailha e não sinta por ela a mesma coisa, já que ambas são de fato a mesma pessoa. Resolve, então, que vai dar um tempo em suas atividades como heroína para ver se na ausência da Mulher Maravilha, Steve não vai finalmente interessar-se por ela como Diana Prince. Mas depois de salvar duas babás de quase serem atropeladas por um caminhão desgovernado, a tenente Prince é promovida a capitã e durante um baile a fantasia para comemorar sua promoção e angariar fundos para caridade, ela se vê obrigada a agir novamente como Mulher Maravila para evitar que a Mulher Leopardo e seus capangas roubem todo o dinheiro dos donativos.




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sábado, 31 de março de 2012

MIKE ESPOSITO - O HOMEM DAS CORES

Mike Esposito nasceu em 14 de julho de 1927 e faleceu em 24 de outubro de 2010, aos 83 anos de idade.
Ele foi parceiro de trabalho de Ross Andru por cerca de 40 anos. Juntos eles desenharam a Mulher Maravilha entre 1958 e 1967. Ross desenhava e Mike coloria.
Sonhava em ser animador para os estúdios Walt Disney, mas seu pai não aceitou que ele se mudasse de Nova York para perseguir seu sonho, então, ele acabou ingessando no mundo dos quadrinhos em parceria com Ross Andru, seu amigo de infância. Juntos eles se formaram na Escola de Música e Arte de Nova York.
Mulher Maravilha destaca-se na sua carreira por ter sido um dos seus trabalhos que executou por um maior período de tempo, quase dez anos consecutivos. Esse projeto na verdade foi uma parceria de 3: Robert Kanigher, que era também o editor responsável pelo título, escrevia o roteiro das histórias, Ross Andru desenhava e Esposito coloria. Além de Mulher Maravilha, esse trio trabalhou junto tambem em outros títulos, pricipalmente quadrinhos de guerra, que eram muito comuns nesse período.
Mike Esposito não trabalhou em pareceria somente com Andru exclusivamente, mas esse foi com certeza seu parceiro mais constante.
Embora fosse contratado da DC Comics, Esposito trabalhou diversas vezes como free lance para a Marvel Comics também, e as vezes outras editoras, mas por questões contratuais assinava esses trabalhos usando pseudôminos: Mickey Demeo, Mickey Dee e Michael Dee foram os nomes que usou mais frequentemente, principalmente na Marvel, mas usou também o pseudônimo de Joe Gaudioso.  Depois de alguns anos passou a assinar exlusivamente o seu próprio nome.
Em 2006 o correio americano lançou vários selos com desenhos de super-heróis, num deles aparecia a Mulher Maravilha de Andru e Esposito.
Além de Mulher Maraviha, também merece destaque em sua carreira o seu trabalho com o Homem Aranha, na Marvel Comics, também em parceria com Ros Andru.
Personagens coloridos por
Mike Esposito
Outros títulos em que trabalhou incluem G.I. Combat, Esquadrão suicida, The Brave and The Bold, Homens Metálicos, e esporadicamente , em diversas edições, Batman, entre diversos outros peronagens.
Página de Super Boy
Em parceria com Irv Novik e Curt Swan, coloriu também diversos títulos ligados ao Super-homem: Louis Lane - a namorada do Super-Homem, Super-Boy e o prório Super-Homem.
Esposito enviuvou de sua primeira esposa, Mary, aos 40 aos de iade, vindo a casar-se novamente alguns anos depois. Sua segunda esposa chamava-se Irene. Teve dois filhos,  Mark, que seguiu sua carreira, e Michelle.




Capas criadas pela parceria Ross Andru e Mike Esposito


quinta-feira, 8 de março de 2012

1960 A 1969 - A ERA DE PRATA - CAP. 06

WONDER WOMAN 159 - JANEIRO DE 1966

EDITOR E ROTEIRISTA: Robert Kanigher

DESENHISTAS [inclusive arte de capa]:
___TRAÇOS: Ross Andru
___NANQUIM: Mike Esposito

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O editor e roteirista Robert Kanigher, aproveitando a fase nostálgica da idade de ouro, reconta a origem da Mulher Maravilha. A história é redesenhada, mas
Kanigher segue fielmente o conceito de Charles Moulton, o criador do mito . A partir dessa edição também, o título passa a trazer sempre duas histórias em cada edição.

A história começa narrando como nos tempos antigos a Terra era governada e controlada por deuses rivais, de um lado Marte, o Deus da Guerra, e do Outro Afrodite, a deusa da beleza e do amor.

De seu lar nas alturas, esses deuses observam como a humanidade vive em constantes batalhas e pilhagens. Marte afirma que os homens governarão sempre a Terra através da espada, mas Afrodite retruca que as mulheres conquistarão o mundo e os homens com amor.

No entanto, o que eles podem observar é que as mulheres são capturadas e aprisionadas como escravas, tratadas apenas como meros brinquedos nas mãos dos homens. Isso faz com que lágrimas rolem pelo rosto de Afrodite, enquanto Marte zomba dela e lhe diz o quanto as mulheres são impotentes perante a força dos homens.

Foi neste momento que a deusa decidiu criar uma nova raça de mulheres mais fortes e poderosas do que os homens, ela dá vida a essas mulheres, preenche suas almas com o poder do amor, e nomeia entre elas uma rainha, Hipólita. Essa nova raça de mulheres são as amazonas.

Hipólita presenteia a Rainha Hipólita com seu cinturão mágico, advertindo-lhe que nunca o retire, pois enquanto sua rainha estiver de posse desse cinto, as amazonas serão invencíveis. Hipólita e suas guerreiras amazonas fazem um voto solene à Deusa Afrodite, que sua força será sempre usada com amor e bondade, com o objetivo de combater o mal onde quer que ele se encontre.

As Amazonas constroem uma brilhante e rica cidade chamada Amazônia, e não demora muito pra que, na ganância do homem de tudo conquistar e dominar, a cidade das amazonas passe a ser atacada por vários exércitos invasores. Apesar de confiantes de que facilmente poderão derrotar e escravisar essas mulheres, todos os invasores, um após outro, são derrotados pelo valente exército de guerreiras amazonas.

Marte fica enfurecido assistindo a isso e se enche de cólera contra Afrodite, acusando-a de ter lhe enganado ao criar um exército de mulheres mais forte do que os homens. Ele promete que vai derrotá-las e punir a todas por esse engodo, mas Afrodite sorridente responde-lhe que suas amazonas jamais serão derrotadas enquanto sua rainha usar o cinturão mágico, e ela jamais o retira, estando acordada ou dormindo.

Marte, então, vai visitar Hércules, o homem mais forte do mundo, e sabendo o quanto ele é arrogante e orgulhosso de sua força, provoca-o, dizendo-lhe que existe uma mulher que é mais forte do que ele. Trata-se de Hipólita, a rainha das amzonas, e ela e suas guerreiras são invencíveis, pois a rainha usa o cinturão mágico de Afrodite.

Hércules não admite a idéia de que uma mulher possa superá-lo, e promete que lhe arrancará o cinturão mágico e a trará acorrentada.

Em poucos dias Hércules organiza e lidera um exército e ataca a cidade de Amazônia, mas é confrontado por Hipólita e suas guerreiras.

Hércules desafia a rainha amazona para um duelo pessoal, procurando irritá-la para que aceite o desafio e acusando-a de covardia caso se negue.

Refletindo que é melhor um combate pessoal com Hércules do que permitir que os dois exércitos se enfrentem, Hipólita aceita o desafio, e logo os dois se empenham numa luta selvagem.

Depois de um longo duelo, Hércules sente o gosto da vitória aproximando-se quando consegue quebrar a espada da rainha amazona e lança-la ao chão, caindo sobre ela e imaginando-a indefesa.

Exige-lhe, então que se renda ou morra, mas Hipólita está longe de dar-se por derrotada, e o golpeia com o pedaço da espada que ainda está em suas mãos, atirando-o para longe de si de encontro ao chão.

Hércules percebe que Marte dissera a verdade, e que não conseguirá derrotar a rainha amazona enquanto ela usar o cinturão de Afrodite.

É a vez de Hipólita cair sobre Hércules, inerte no chão, imobilizando-o. A vitória da amazona está em suas mãos, basta-lhe o golpe de misecórdia, mas seu coração amável se condói ao ver um homem tão poderoso como Hércules caído assim contra a terra, indefeso, e diz-lhe que lhe poupará a vida se ele prometer retornar para casa e nunca mais voltar a atacar as amazonas.

Hércules responde-lhe que ela é de fato uma rival valorosa, e que merece seu repeito, propõe-lhe trégua e enaltece a generosidade da rainha para com um inimigo derrotado.

Para selar o pacto de amizade ele então convida Hipólita e suas belas Amazonas para um banquete no seu acampamento mais tarde naquela noite.

Mais tarde, no navio de Hércules, ele e Hipólita comem e bebem vinho. Hércules se mostra tão gentil com a rainha amazona, que ela sente seu coração apaixonar-se.

Ele louva a sua beleza, dizendo-lhe que é ainda mais bela que a própria Afrodite, ao que ela responde que ele é tão forte quanto Marte.

Hércules diz ainda que agradece o momento em que foi derroado por tão bela mulher, o que ela poderia fazê-lo tão somente com seu encanto e beleza, mesmo sem o cinto mágico de Afrodite, pois a magia dele está justamente no fato de envolver a cintura da mais linda mulher que já pisou a face da terra.

Tanto ele lhe teceu elogios e encantou, que mesmo sabendo que jamais deveria retirar o cinto magico, hércules a convence a fazê-lo, para que se mostre perante a ele apenas como uma mulher mortal comum, digna de ser amada pelos homens.

No momento porém que Hipólita retira seu cinto, Hércules torna-se rude e violento, ri-se dela, zombando da facilidade com que a enganou e empurra-a para longe, apoderando-se de seu precioso cinturão.

Hipólita ergue a voz e convoca suas guerreiras amazonas, gritando que o traiçoeiro Hércules lhe enganou e incitando-as ao combate, mas na luta que se segue, as amazonas terminam derrotadas e são feitas prisioneiras.

Acorrentadas e algemadas, as amazonas entram em desespero enquanto seus cruéis captores não se cansam de a todo momento atormentá-las e espancá-las.

Hipólita ergue suas mãos acorrentadas aos céus, rezando e implorando a Afrodite que lhe perdoe por ter fracassado deixando-se enganar tão facilmente, e que a deusa tenha piedade e lhe dê forças para libertar a si mesma e suas irmãs amazonas, e recuperar seu cinto mágico.

Hércules zomba de Hipólita, dizendo-lhe que Marte é mais poderoso que Afrodite, e não permitirá que a deusa do amor a ajude.

Mas quando Hércules se afasta, Afrodite aparece a Hipólita e lhe diz que ela tem a força necessária para se libertar e derrotar seu inimigo, mas somente se conseguir fazer com que um homem quebre as correntes com que a fez prisioneira.

Grata a deusa por sua piedade, Hipólita se ergue e conclama suas amazonas que se levantem contra o inimigo, e dando o exemplo, atira-se contra hèrcules com os braços erguidos.

Hércules a julga uma tola por achar que pode derrotá-lo presa pelas correntes, e desembainha sua espada para atacar a rainha amazona.

Hipólita usa as proprias correntes que a prendem para defender-se do golpe da espada, e faz com que a lâmina quebre seus grilhões, libertando-a dos ferros.

Hipólita aproveita o momento de surpresa e confusão de Hércules para nun gesto rápido remover-lhe o cinto mágico e cingí-lo de novo á sua cintura. Neste moento as amazonas recuperam sua força e conseguem romper as correntes, segue-se, então, uma batalha violenta e sangrenta, mas desta vez as amazonas saem vitoriosas e obrigam seus inimigos a bater em retirada.

Hipólita jura solenemente que jamais retirará o cinto novamente, mas quando orienta suas amazonas a retirar os braceletes onde se prendiam as correntes e que ainda se encontram em seus pulsos, Afrodite surge e lhes diz que não as removam, e que devem sempre usá-los para nunca esquecerem aquela derrota e a loucura que é submeter-se a dominação dos homens.

Guiadas por Afrodite, as amazonas sobem a bordo de navios. Depois de muitos dias de viagem, a deusa as leva até uma ilha secreta, longe do mundo e dos olhos de todos, onde finalmente as amazonas poderão viver em paz.

Ali as amazonas constroem uma nova cidade.

Finda a obra, a deusa novamente se mostra e lhes diz que aquele será o seu paraíso, mas um paraíso feito apenas para as mulheres, e que ali elas viverão eternamente, como criaturas imortais, mas se permitirem que um homem pise esse solo sagrado, elas serão condenadas, perdendo sua imortalidade e seus poderes.

Através dos séculos, as amazonas permanecem nessa ensolarada ilha, prosperando em paz e harmonia, mas depois dos primeiros milênios, Hipólita passa a se sentir cada vez mais triste e solitária. Observando isso, Afrodite
vai aconselhar-se com Atena, a deusa da sabedoria, e pergunta-lhe como aliviar o coração da rainha amazona.

Atena responde que Hipólita precisa de alguém para amar, não o amor de um homem que poderia quebrar mais ainda seu coração, mas o amor inocente de uma criança.

Sob a orientação de Atena, Hipolita molda no barro a figura de uma menina. Afrodite abençoa a estátua e insufla-lhe o sopro da vida. A figura transforma-se numa menina de carne e osso, e Afrodite lhe dá o nome de Diana.

Com o caração cheio de alegria, Hipólita abraça a criança recém-nascida e lhe diz: "Você será minha filha maravihosa".

A medida que Diana cresce suas incríveis habilidades vão surgindo. Aos três anos de idade, uma árvore cai aprisionando uma das amazonas sob seu grosso tronco, e Diana consegue erguer o pesado carvalho como se fosse umn sinples graveto. Hipólita percebe que ela já possui uma força equiparada a de Hércules.

Aos cinco anos já consegue correr mais rápido que os cervos da floresta, mostrando que tem a velocidade igual a de Mercúrio.

Aos quinze anos a jovem amazona já passa as noites montando guarda no altar onde se ergue um monumento a Afrodite. É quando ela recebe então, seus braceletes da submissão e faz o juramento de devotar sua vida a serviço da deusa do amor e da beleza. Diana já é uma amazona completa.

Sua mãe avisa que nunca deve permitir que um homem prenda seus braceletes um ao outro, ou será obrigada a obedecer-lhe até que ele ou outro homem a liberte. Os braceletes também não podem ser removidos, ou ela será acometida de loucura, transformando-se numa criatura furiosa e incontrolável.

Por último, com a idade de dezenove anos, num bosque secreto, Diana bebe da água de uma fonte mágica, que lhe dará o dom da imortalidade e da eterna juventude e beleza, seu direito de herança por seu nascimeno como filha de uma amazona, do qual ela poderá usufluir enquanto permanecer na Ilha Paraíso.

Diana segue vivendo tranquilamente e feliz entre suas irmãs amazonas, até que um dia, enquanto passeia na praia com sua amiga Mala, elas enxergam ao longe no mar o que parece ser um corpo flutuando sobre um pedaço da asa de um avião, ou algum destroço similar. Mala a desafia a ver qual das duas consegue chegar até esses destroços primeiro.

Embora Mala seja a mais rápida nadadora amazona, Diana ainda consegue superá-la e chega primeiro aos destroços. Seu coração dispara quando ela se depara com algo que nunca vira antes em sua vida: um homem, Um belo rapagão de cabelos loiros, inconconsciente sobre os destroços.

Mala chega e encontra alguns papéis em seu traje de vôo, identificando-o como o Capitão Steve Trevor da inteligência do exército americano.

Diana toma o soldado em seus braços e se prepara para nadar com ele de volta para praia, então Mala a lembra que homem algum pode pisar na ilha e que ela não pode levá-lo para a cidade, mas Diana se recusa a deixá-lo morrer e diz que vai levá-lo ao seu laboratório, que é nos arredores, e implora a Mala
para não falar nada para sua mãe.

No laboratório Diana aplica dia e noite sobre seu paciente um raio de cura que está tentando aperfeiçoar, ao mesmo tempo ele é também assitido por uma médica que Mala trouxe secretamente para ajudá-las.

No quinto dia, após mais uma aplicação do raio púrupúra de cura, a médica anuncia que o paciente está além de qualquer possibilidade de cura. Mas Diana não se dá por convencida e luta pela vida do soldado, aplicando-lhe sempre o raio púrpura. Depois de mais aluns dias, como por um milagre, Steve Trevor lentamente abre seus olhos e depara-se com Diana que mal cabe em si de tanta felicidade por ele finalmente reagir ao tratamento. Ainda muito fraco ele sussurra: "Você só pode ser um anjo... Um lindo anjo."

Neste momento Hipólita invade o laboratório, preocupada com o desaparecimento de Diana que há uma semana não dá sinais de vida, a zelosa mãe vai a sua procura. Ao deparar-se com Steve, a rainha compreende o motivo de tantos dias de silêncio e ausência, tudo por causa de um homem, e determina que ele deve retornar imediatamente ao mundo de guerra dos homens, mas Diana argumenta que ele está muito fraco para empreender sosinho essa viagem, e que ela irá conduzí-lo de volta a América. Hpólita lhe faz lembrar que Diana não pode deixar a Ilha Paraíso, ou perderá seu direito de nascença a imortalidade. Intimamente, porém, a rainha percebe que sua amada filha está apaixonada pelo estranho.

Enquanto isso no Olimpo, Lar dos Deuses, um risonho e debochado Marte atormenta Afrodite com palavras de sarcasmo, dizendo-lhe que suas amazonas podem ter derrotado Hércules milênios antes, mas agora o mundo inteiro está em guerra. É o período da II Grande Guerra Mundial e Hitler e seu III Reich, com seu sonho demente de dominação mundial, espalha entre as nações do mundo o terror e o desespero.

Hipólita responde que Marte não rirá mais quando os americanos derrotarem Hitler, pondo um um fim à violência nazista e ao insano derramamento de sangue.

Pouco tempo depois, a Deusa do Amor aparece ante a Hipólita e lhe diz que uma de suas amazonas deve conduzir o capitão Trevor de volta a América, e que a guerreira escolhida deve permanecer no mundo dos homens para lutar contra o mal e a injustiça em toda parte. Hipólita deve escolher a melhor de suas amazonas, uma guerreira cuja força e poder estejam a altura para enfrentar os crimes de violência do mundo dos homens.

Na manhã seguinte a Rainha das Amazonas proclama que um torneio acontecerá para selecionar a mais hábil, forte e poderosa de suas amazonas, e que esta será incubida de uma importante missão recomendada diretamente pelos próprios deuses.

Eufórica, Diana está ansiosa para participar do torneio, certa de sua vitória, mas Hipólita não pode suportar o pensamento de perder sua amada filha para o mundo dos homens, e proíbi-lhe de participar. Diante dos protestos de sua filha que argumenta que se uma amazona deve partir, porque não pode ser ela, acaso seria menos amazona do que as outras, e que perder sua imortalidade a favor da grande batalha contra a violência e a injustiça, não seria um sacrifício, e sim uma grande honra. Rapidamente Hipólita pensa numa justificativa para sua proibição, alegando que sim, trata-se de fato de um grande honra, tão grande que ela, como rainha, não pode ceder ao luxo de favoritismos ao escolher a própria filha, portanto Diana não deve competir.

No dia seguinte acontece o grande torneio e Diana, então, sem o conhecimento de sua mãe, esconde seu rosto sob uma máscara e junta-se as outras amazonas no estádio.

Esgrima, duelo corporal, salto em altura e todos os jogos ao estilo dos velhos jogos olímpicos da antiga Grécia sucedem-se um ao outro ao longo de todo o dia, e a cada competição as guerreiras vão eliminando umas as outras, até que finalmente restam apenas duas finalistas: Mala e a misteriosa amazona que ninguém conseguiu idetificar.

Ambas equilibram-se em graça, força e poder, ambas destacaram-se com louvor em todos os jogos, e não resta mais nenhuma competição para determinar o desempate.

Hipólita determina que a vencedora será aquela que superar a outra num desafio final, o mortal jogo de "balas e braceletes".

Cada competidora deve descarregar sua arma contra sua oponente, que deve repelir os projéteis com seu braceletes.

Mala é a primeira a descarregar sua arma, e Diana consegue repelir todas elas. É sua vez então de mirar contra sua oponente. Mala consegue repelir os primeiros disparos, mas finalmente falha e uma das balas atinge de raspão o seu braço.

A amazona misteriosa é a vencedora.

Em meio a aplausos estrondosos, Diana remove sua máscara e revela sua idetindade, para aflição de sua mãe que agora não pode voltar atrás em sua palavra de rainha. Embora triste, pois sabe que se sentirá solitária quando Diana partir, Hipólita ao mesmo tempo sente também orgulho de sua filha, pois com certeza ela provou ser a mais forte e poderosa de todas as amazonas.

Em seguida Diana recebe um traje especial, confeccionado de acordo com a orientação de afrodite, e como arma um laço dourado.

Mais tarde, na sala do trono, no palácio real, Diana se exibe vestindo seu novo traje, o uniforme que deverá usar no mundo dos homens. Hipólita louva a beleza de sua filha e lhe entrega o laço mágico, explicando que essa corda dourada é de uma fibra inquebrável, confeccionado com o antigo cinturão mágico de Afrodite, e que carrega consigo o poder da deusa. Quem for preso nesse laço místico é obrigado a obecer-lhe e sempre dizer a verdade. Hipólita lhe recomenda que cuide muito bem do laço e nuca permita que ele lhe seja subtraído, pois a arma mais poderosa da princesa amazona é também seu principal ponto fraco, e se Diana for presa com seu próprio laço, se tornará indefesa.

Saindo do palácio, a princesa é saudada do lado de fora por uma multidão de amazonas que veio despedir-se de sua princesa e prestar homenagem a sua grande campeã.

Steve Trevor foi colocado à sua espera dentro de um avião transparente. Este avião é úm presente de despedida da rainha para sua filha, um avião robô que responderá aos comandos mentais e de voz de Diana.

Abraçando apertado Diana contra seu peito, Hipólita roga que as grandes deusas das amazonas, Afrodite e Atena, guiem sua filha e velem sempre por sua segurança e bem estar.

A rainha mãe despede-se entre lágrimas de sua destemida filha, que sobe ao avião e decola em direção a América, levando ao seu lado o ferido Steve Trevor e  partindo ao encontro das mais incríveis aventuras de sua vida.

domingo, 21 de agosto de 2011

OS PERÍODOS HISTÓRICOS DO MUNDO DOS QUADRINHOS E COMO SE SITUA A MULHER MARAVILHA EM CADA UM DELES

Action Comics nº 1,junho de 1938,
ediçãoque marca a estréia do
Super-Homeme o início da Era de Ouro.
OS PERÍODOS HISTÓRICOS DO MUNDO DOS QUADRINHOS SÃO BASICAMENTE 3:
1 - A ERA DE OURO
2 - A ERA DE PRATA
3 - A ERA DE BRONZE [para a MARVEL e outras editoras] E/OU PERÍODO PÓS-CRISE [para a DC COMICS]

1 - A ERA DE OURO
A Era de Ouro das histórias de quadrinhos norte-americanas (chamada de comics), situa-se entre 1938 e meados dos anos 50 do século XX, durante o qual o estilo obteve grande popularidade.

Detective comics nº 27,de maio de
1939, marca a estréia de Batman,
criado oficialmente por Bob Kane, 
embora alguns aleguem que o
personagem já havia sido desenhado
antes por Frank Foster em 1932. 
A parceria com Robin só começaria

tempos depois, na edição nº 38 desta

mesma revista.
Nesse período foi inventado e definido o gênero dos super-heróis, com a estréia de alguns personagens dos mais conhecidos do gênero.

Os fãs dos quadrinhos concordam que a Era de Ouro começou em 1938 com o surgimento do Super-Homem na revista Action Comics número 1, publicada pela DC Comics.

Mulher Maravilha estréia em
de  1941na ediçãonº 8 da 
All Star Comics.
Super Homem, o primeiro super-herói, foi tão popular que logo o gênero passou a dominar as páginas das revistas e, nos meses seguintes a DC surgiria com Aquaman, Gavião Negro, Lanterna Verde, Flash (ou Joel Ciclone como era conhecido no Brasil), Mulher Maravilha, Batman e Robin.

A Mulher Maravilha dessa era é filha de Hipólita,
uma Rainha amazona que molda no barro a figura de um bebê a quem os deuses insuflam vida.

Primeira capa da Mulher Maravilha, na
Sensation Comics nº 1, de janeiro de
1942, onde é é publicada a segunda

aventura da heroína.
Quando adulta ela vem ao mundo dos homens na época da II Grande Guerra para conduzir de volta o Major Steve Trevor,
que caíra na Ilha Paraíso depois de seu avião ser abatido por um caça nazista,e acaba se tornando uma campeã e grande heroína de guerra.

Nos anos 50, com a publicação do livro A Sedução dos Inocentes, os quadrinhos passaram a ser combatidos pelos acadêmidos ligados à área da Psicologia e do Comportamento.

Capa da Primeira edição do livro A
Sedução dos Inocentes, que faz uma
analise negativa da influência dos
quadrinhos na formação do caráter 
dos adolescentes, acusando essas
publicações de atentar contra a moral 
e os bons costumes e de incentivar os
jovens à violência e à criminalidade.
Como resposta às pressões, as editoras desenvolveram o Código de Ética dos Quadrinhos, impondo limites às publicações, aos roteiros e temas das hstórias e até mesmo ao vocabulário usado, o que fez com que o número de leitores diminuisse.

Isso fez com que muitos heróis desaparecessem durante alguns anos, permanecendo somente os mais populares como Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha (conhecidos como os 3 grandes), mesmo assim, o gênero estava entrando em decadência e depois de alguns anos precisou de uma grande reformulada para se estabelecer novamente.

Capa do Homem Aranha durante
a Era de Prata, o mais
importante personagem da
Marvel Comics, principal
concorrente da DC Comics
no Mercado.
A partir dessa reformulação de vários super-heróis da era dourada, que começou no fim dos anos 50 e no início dos anos 60 pelas Editoras DC Comics e Marvel, que relançaram o Flash, o Lanterna Verde e o Gavião Negro [pela DC], e Capitão América, Namor, Tocha Humana e Ka-Zar [pela Marvel], entre outros, estabeleceu-se o começo de um novo período de sucesso que foi chamado A Era de Prata.

2 - A ERA DE PRATA
Setembro de 1968, edição nº 178
da revista Wonder Woman, a 
personagem começa a passar pelas
mais radicais mudanças desde sua 
criação. Nesta edição Diana
entra em crise de identidade e  
decide deixar de ser 
a Mulher Maravilha.
Nesse período muitos personagens foram radicalmente modificados, suas origens recontadas de forma diferente e até mesmo seus uniformes redesenhados e modificados.

A Mulher Maravilha dos primeiros anos desse período era basicamente idêntica a antiga versão, sua origem foi recontada, mas de forma praticamente igual.

Novembro de 1968, edição nº 179.
Diana Prince abandona o traje de
Mulher Maravilha e perde seus
poderes. Surge a necessidade de
desenvolver novas habilidades
para se defender, é quando
conhece I ching, que a iniciará
nas artes marciais.
A grande diferença foi o aprimoramento dos desenhos e a qualidade dos roteiros, mas isso foi uma característica marcante desse período em todos os títulos, só no final dos anos 60 Mulher Maravilha passaria por mudanças radicais, perdemdo seus poderes e se tornando uma espécie de aventureira no estilo espiã e vigilante.

Essa mudança aconteceu aos poucos, primeiro Diana resolve abandonar o uniforme de Mulher Maravilha quando Steve Trevor mostra interesse romântico por sua identidade secreta como Diana Prince e ela passa por uma crise de identidade com ciúmes de "si mesma".

Janeiro de 1969,ed. nº 180.
Steve Trevor éassassinado.
Rompe-se assim o último elo 

que Diana ainda tinha com seu
 passado e sua antiga identidade
como Mulher Maravilha.
Pouco depois Steve é acusado de traição, ao mesmo tempo em que as amazonas resolvem partir deste mundo para viver em outra dimensão.

Diana se recusa a acompanhá-las, preferindo permanecer ao lado do homem a quem amava e ajudá-lo a provar sua inocência.

Com a partida das amazonas e com a Ilha Paraíso deixando de existir nessa dimensão, Diana perde seus poderes de amazona e se torna uma mulher normal.

Capa do primeiro nº da revista
feminista Miss, que traz uma matéria
criticando a DC Comics por haver
retirado os poderes da Mulher
Maravilha e acusando a editora de
preconceituosa e chauvinista.
Pouco depois Steve Trevor é assassinado e Diana conhece I Ching, um velho mestre japonês que a instrui e inicia nas artes marciais e ao lado de quem vive muitas aventuras.

Nos Estados Unidos a revista passou a se chamar "The New wonder Woman" [A Nova Mulher Maravilha], aqui no brasil essas histórias foram publicadas sob o títulos de "As Aventuras de Diana".

Esse período não perdurou muito, pois os fãs sentiram falta da "antiga" Mulher Maravilha.
Em janeiro de 1973, na ed. 204 de
sua revista, Wonder Woman,
depois da morte de I Ching
Mulher Maravilha recupera os
poderes e seu o antigo uniforme.

O Nº 1 da revista Miss, uma revista feminista, trouxe na capa a Mulher Maravilha em seus antigo uniforme.

A matéria de capa criticava a DC Comics por ter tirado os poderes da maior de todas as heroínas, transformando-a numa mulher comum e acusando a editora de preconceito e chauvinismo.

O artigo transforma a personagem em símbolo do feminismo, a polêmica gerada e o apoio dos leitores ao artigo, forçou a DC a devolver os poderes da heroína.

I Ching é assassinado e as Amazonas, arrependidas por deixar a humanidade abandonada à sua própria sorte, resolvem voltar à nossa dimensão.

Com o retorno das Amazonas e sua Ilha Mística, de onde emana sua força, Diana Prince recupera seus poderes e seu antigo uniforme.

ÚLTIMOS ANOS DA ERA DE PRATA
Fúria, filha da Mulher
Maravilha e de Steve Trevor
numa das realidades paralelas
que existiam nos últimos anos
da Era de Prata.
[PERÍODO PRÉ-CRISE]
Em meados dos anos oitenta, o Universo DC estava muito confuso.
Existiam muitas terras paralelas e realidades alternativas, tanto que as vezes esses universos se confundiam, era difÍcil saber quando uma história se passava nessa ou naquela "Terra".

Caçadora, que em sua versão
original nos anos da Era de Prata
era filha do Batman e da
regenerada Mulher Gato. 
Em alguns desses mundos as histórias se passavam ainda no período da II Guerra, num período correspondente à Idade de Ouro, era principalmente neste mundo que se passavam a maioria das Histórias da Mulher Maravilha.

Em outro a história se passava no tempo presente, em outros ainda os heróis envelheceram, casaram-se e tiveram filhos.

Mulher Maravilha e Steve Trevor eram pais da Heroína chamada Fúria, Batman e a regenerada Mulher Gato eram pais da Heroína chamada Caçadora.

A Poderosa na Era de Prata era prima do
Super-Homem da Terra Parela. Um Super-
Homem mais velho, de cabelos grisalhos, 
casado com Louis Lane, com quem teve
um filho idêntido a ele mesmo quando
mais jovem e que usava um uniforme 
exatamente igual ao de seu pai.
Super-Homem e Louis Lane também se casaram e tiveram um filho,que também atuava como herói e usava um uniforme exatamente idêntico ao do pai e tinha a mesma cara do Super-boy.

Super-Homem nesta versão era um herói de cabelos levemente grisalhos e tinha uma prima de Kripton chamada Poderosa, que correspondia à Super-Moça da Terra principal, conhecida como Terra-1 (ou seria Terra Ativa?, eu sempre me confundia com tantas terras e universos diferentes).

Era preciso por um fim nesses mundos todos e acabar com as confusões de continuidade e personagens parecidos.

A DC criou a saga "Crise nas Infinitas Terras", onde uma espécie de Buraco Negro estava tragando todos os mundos.

Os heróis de todos esses mundos e Terras paralelas se uniram para salvar o Universo, e no final restou uma Terra somente, mas uma nova Terra, reiniciada do zero.

Crise nas Infinitas Terras foi uma
super saga que transformou todo
o universo DC e pôs fim às
diversas "Terras". Muitos heróis
pereceram ao longo desta saga, 
entre eles o  Flash, a Super-Moça
e a Mulher Maravilha. Os heróis
sobreviventes passaram todos a
viver na nova Terra, a única que
sobrou, muitos deles ganhando
novas versões 
e diferentes origens.
Muitos heróis pereceram nessa luta, entre estes a Mulher Maravilha e a Super-Moça.

O Flash Barry Allen morreu também, e foi substituído por seu parceiro juvenil, Kid Flash, que se tornou, então adulto, o novo Flash.

A DC batizou os primeiros anos da década de oitenta como "Período Pré-Crise", e os anos seguintes como "Pós-Crise".
As mudanças foram tão radicais que marcaram uma época, encerrando assim a Era de Prata.

As outras Editoras, porém, não podiam usar o termo "Pós-Crise", que era de exclusividade da DC Comics, surgiu assim a Era de Bronze para a Marvel e outras editoras, de forma que esse termo não se aplica ao Universo DC.

3 - A ERA DE BRONZE [para a MARVEL e outras editoras] E/OU PERÍODO PÓS-CRISE [para a DC COMICS]

Capa da primeira edição da revista Wonder Woman, em fevereiro de 1987,
depois dos eventos de Crise nas Infinitas Terras. A história da amazona
recomeça do zero, com uma origem parecida com a antiga versão, mas
enriquecida de detalhes que a transformam numa personagem mais  madura
e complexa e perfeitamente atualizada aos novos tempos. A nova versão da
heroína não deixa nada a desejar, ela está mais forte, mais linda e mais
"maravilha" do que nunca. Depois de muitos anos passando de roteirista a
roteirista e de desenhista a desenhista, a nova Mulher Maravilha da versão
pós-crise finalmente recebe  atenção e cuidados a altura de sua importância.
A era de Bronze e o Período Pós-Crise correspondem, portanto, ao mesmo período na linha do tempo, mas aplicado a diferentes universos, ou neste caso, editoras.

A Terra Pós-Crise era um novo mundo, onde coexistiam todos os heróis sobreviventes da Crise nas Infinitas Terras, um mundo renascido e ressurgido do caos, que se desenvolveu novamente desde o Grande Boom até os dias atuais.

Nessa nova Terra, quase tudo seguiu seu curso normal como da primeira vez, mas alguns personagens tiveram seu destino leve ou radicalmente modificados pelos eventos cataclísmicos da "Crise".

Ainda existe uma Caçadora, mas não é filha do Batman, sua origem foi recontada de forma totalmente diferente, pois a Mulher Gato não se regenerou nem casou-se com Batman.

Jamais existiu uma Super-Moça nesse novo mundo, a não ser até muitos anos depois e ela não é kriptoniana nem prima do Super-Homem.

Em sua primeira missão Mulher
Maravilha deve derrotar Ares e impedir
seus planos de aniquilição total do
planeta e toda a humanidade. Nada mais
nem menos do que o impossível:
superar um Deus todo poderoso e
imbatível, uma missão digna de uma
princesa amazona, criada mesmo antes
de seu nacimento para ser a campeã
dos deuses.
Poderosa a prima da Terra-2, também não é kriptoniana, nem prima de Super-Homem, e sim uma sobrevivente do antigo e perdido continente de Atlântida.

Quanto à Mulher Maravilha, como era antes conhecida, também jamais existiu nesse mundo.

No fim dos Eventos de "Crise nas Infinitas Terras", o espírito da amazona caída em combate foi recebido no Olimpo, onde passoua viver ao lado dos Deuses, como um deles, e na companhia de seu companheiro Steve Trevor e sua filha Fúria, mas as Amazonas, profundamente abaladas com a morte de sua maior heroína, pediram aos Deuses que sua existência fosse apagada da História do Universo.

As amazonas, então, sua Ilha Paraíso e sua História, foram diluídas no espaço e no tempo, apagadas da existência de forma como se nunca houvessem existido realmente.

Mas as Amazonas renasceram na nova terra, e entre elas uma Mulher Maravilha também.

Essas amazonas foram criadas pelos Deuses na antiga Grécia e eram reencarnações de mulheres brutalmente assassinadas pelos homens ao longo de toda a existência do mundo.

Uma nova raça de mulheres guerreiras incumbidas de propagar a paz e o ensinamento dos deuses, ainda que para tanto precisassem usar o recurso da guerra.

Hipólita, rainha das Amazonas e mãe da Mulher Maravilha, é a
reencarnaçãoda primeira mulher morta pela violência de um
um homem, ainda na idade da pedra.
Sua Rainha, Hipólita, é a reencarnação da primeira mulher morta por seu companheiro ainda na idade da Pedra.

Fracassando, porém, na missão imposta pelos deuses, não conseguindo transformar o planeta num mundo melhor, elas foram condenadas a se isolar na Ilha Paraíso, onde devem eternamente montar guarda nos portões do inferno, impedindo que terríveis demônios e males indescritíveis possam dali se evadir, o que significaria o fim da humanidade.

Diana é reencarnação do espírito da filha não nascida de 
Hipólita, morta em eras remotas juntamente com sua mãe e
dentro do seu ventre, e incorporada pelos deuses numa figura de
barro moldada por sua mãe com as próprias mãos.
A Princesa Diana só veio a nascer nos tempos modernos, quando Hipólita pediu aos Deuses a benção de uma filha.

Ela é reencarnação do espírito de sua filha não nascida, morta em eras remotas juntamente com sua mãe e ainda dentro do seu ventre, e incorporada pelos deuses numa figura de barro moldada pela Rainha com suas próprias mãos.

Diana ao nascer recebeu dádivas dos deuses, como força e velocidade sobre-humanas, sabedoria, coragem e nobreza de espírito, agilidade, beleza e o dom de voar.

Somente Diana, que recebeu esses dons dos deuses, tem poderes especiais, as outras amazonas, inclusive sua mãe, são apenas excelentes guerrerias, muito hábeis e treinadas em todas as formas de luta e manejo de armas da antiga grécia.

Diana recebeu de suas irmãs amazonas os mesmos ensinamentos e treinamentos, e cresceu para se tornar a campeã das amazonas, sua embaixatriz no mundo dos homens e enviada dos deuses para cumprir a missão em que sua raça fracassara milênios atrás: difundir a paz e os ensinamentos olimpianos.

Para cumprir essa missão ela recebe ainda dos deuses o laço mágico e as sandálias aladas do Deus Hermes, que permite que ela se locomova entre o mundo do patriarcado e a ilha Paraíso, oculta do resto do mundo e inacessível a ele por escudos místicos criados pelos deuses.

Sua missão começa no exato momento em que Ares, o Deus da Guerra, se torna poderoso demais e planeja destruir o mundo e exterminar toda a raça humana.

Sua primeira missão no mundo dos Homens é deter Ares, o que consegue quase com o custo de sua própria vida, quando no apagar das luzes, com o mundo à beira da aniquilação total, consegue fazer Ares enxergar a loucura de seus planos, pois a extinção da raça humana levaria ele mesmo a extinção, já que um Deus sem seguidores é um deus morto e inexistente.

Ares se arrepende no momento derradeiro e impede que o mundo seja destruído, incubindo a Mulher Maravilha de uma nova missão: permanecer no Mundo dos Homens e impedir que a raça humana destrua a si mesma, garantindo assim a sua própria existência.
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