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sábado, 31 de março de 2012

MIKE ESPOSITO - O HOMEM DAS CORES

Mike Esposito nasceu em 14 de julho de 1927 e faleceu em 24 de outubro de 2010, aos 83 anos de idade.
Ele foi parceiro de trabalho de Ross Andru por cerca de 40 anos. Juntos eles desenharam a Mulher Maravilha entre 1958 e 1967. Ross desenhava e Mike coloria.
Sonhava em ser animador para os estúdios Walt Disney, mas seu pai não aceitou que ele se mudasse de Nova York para perseguir seu sonho, então, ele acabou ingessando no mundo dos quadrinhos em parceria com Ross Andru, seu amigo de infância. Juntos eles se formaram na Escola de Música e Arte de Nova York.
Mulher Maravilha destaca-se na sua carreira por ter sido um dos seus trabalhos que executou por um maior período de tempo, quase dez anos consecutivos. Esse projeto na verdade foi uma parceria de 3: Robert Kanigher, que era também o editor responsável pelo título, escrevia o roteiro das histórias, Ross Andru desenhava e Esposito coloria. Além de Mulher Maravilha, esse trio trabalhou junto tambem em outros títulos, pricipalmente quadrinhos de guerra, que eram muito comuns nesse período.
Mike Esposito não trabalhou em pareceria somente com Andru exclusivamente, mas esse foi com certeza seu parceiro mais constante.
Embora fosse contratado da DC Comics, Esposito trabalhou diversas vezes como free lance para a Marvel Comics também, e as vezes outras editoras, mas por questões contratuais assinava esses trabalhos usando pseudôminos: Mickey Demeo, Mickey Dee e Michael Dee foram os nomes que usou mais frequentemente, principalmente na Marvel, mas usou também o pseudônimo de Joe Gaudioso.  Depois de alguns anos passou a assinar exlusivamente o seu próprio nome.
Em 2006 o correio americano lançou vários selos com desenhos de super-heróis, num deles aparecia a Mulher Maravilha de Andru e Esposito.
Além de Mulher Maraviha, também merece destaque em sua carreira o seu trabalho com o Homem Aranha, na Marvel Comics, também em parceria com Ros Andru.
Personagens coloridos por
Mike Esposito
Outros títulos em que trabalhou incluem G.I. Combat, Esquadrão suicida, The Brave and The Bold, Homens Metálicos, e esporadicamente , em diversas edições, Batman, entre diversos outros peronagens.
Página de Super Boy
Em parceria com Irv Novik e Curt Swan, coloriu também diversos títulos ligados ao Super-homem: Louis Lane - a namorada do Super-Homem, Super-Boy e o prório Super-Homem.
Esposito enviuvou de sua primeira esposa, Mary, aos 40 aos de iade, vindo a casar-se novamente alguns anos depois. Sua segunda esposa chamava-se Irene. Teve dois filhos,  Mark, que seguiu sua carreira, e Michelle.




Capas criadas pela parceria Ross Andru e Mike Esposito


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ross Andru

ROSS ANDRU, EM 1977
Ross Andru nasceu em 15 de Junho
de 1927 e faleceu em 9 de novembro
de 1993.

Foi um dos grandes nomes dos quadrinhos
americanos, onde atuou como desenhista
e editor.

Ele já desenhou alguns dos personagens
mais populares dos quadrinhos.

Mike Esposito foi um de seus parceiros
mais freqüentes, Ross desenhava e
Esposito coloria, ao longo de mais de 40
anos de parceria.

CAPA DA 1ª EDIÇÃO DE 
WONDER WOMAN 
DESENHADA POR  ROSS

EM PARCERIA COM 
MIKE ESPOSITO

EM MAIO DE 1958
Ross começou a carreira em 1948, desenhando as histórias do Tarzan em tiras de jornal.

Entre 1958 e 1967, Ross Andru foi o desenhista das histórias da Mulher Maravilha.

Ele foi o primeiro profissional a desenhar a personagem depois que Harry G. Peter, primeiro desenhista da personagem, se aposentou.

Na época Robert Kanigher era o roteirista e editor da personagem, juntos eles recriaram a personagem, os traços de Ross Andru definiram a imagem da Mulher Maravilha dos primeiros anos da Era de Prata.

Voltou a desenhar a personagem novamente em 1988, numa edição especial, Wonder Woman anual nº 1, mas em parceria com diversos outros artistas, cabendo a ele sete páginas dessa edição.

Outros personagens que Ross desenhou incluem Os Homens Metálicos [1963 a 68], Flash [1967 a 70], Superboy [1968 e 70], Superman [1968 a 69 e esporadicamente em diversas outras ocasiões], Jonah Hex [1981 a 82], Os Titãs [1986 a 87], Besouro Azul [1987 e 88].

Desenhou também para várias títulos como the brave and the bold, Our Army at War, Our Fighting Forces.

Esporadicamente desenhava também algumas histórias do Batman e diversos outros personagens.

Na Marvel ele desenhou o Homem Aranha, Doc Savage, quarteto Fantástico, Homem de Ferro e X-Men entre outros.
 
Em 1976 ele desenhou a edição histórica Superman Versus Homem-Aranha, na primeira edição conjunta da Marvel e DC com personagens de ambas as editoras.

Aqui no Brasil essa história foi editada pela Ebal em 1977.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Robert Kanigher


Robert Kanigher (18 de junho de 1915 - 7 de maio de 2002) foi um prolífico escritor e editor de quadrinhos, cuja carreira se estendeu por cinco décadas. 
Com a morte de Charles Moulton, criador da Mulher Maravilha, Robert Kanigher assumiu o título e foi responsável por ele por mais de vinte anos.
Ele trouxe mudanças para o universo da Mulher Maravilha, com o passar do tempo personagens como Etta Candy e as Garotas Holliday foram desaparecendo das histórias.
Muitos dos vilões também foram deixados de lado e surgiram outros em seu lugar. 
Desde a morte de Moulton Mulher Maravilha passou por muitas reviravoltas, entregue nas mãos de diversos desenhistas e roteiristas, mas de todos, Kanigher foi provavelmente o mais duradouro e fiel à personagem. Ele não só escrevia como também editava as aventuras da heroína, e também de muitas outras revistas e personagens. Esse foi provavelmente um grande golpe para a heroína e sua popularidade, pois se antes ela tinha um roteirista dedicado quase que exclusivamente a ela, agora nem sempre ela estaria em primeiro plano, mesmo assim os vinte anos de kanigher talvez não tenham sido os piores, muito pelo contrário. Pelo menos não os primeiros anos, mas já para o final da Era de ouro o estilo super-heróis caiu em decadência e mesmo os maiores personagens, como a Mulher maravilha, também sentiram essa fase e nem sempre conseguiram se manter em alta. Essa foi uma época complicada, muitos heróis desapareceram, alguns retornaram depois na era de prata totalmente reformulados, outros caíram definitivamente no esquecimento. Mulher Maravilha foi uma das poucas excessões, assim como Batman e Super-Homem, que conseguiram se manter e atravessar essa fase sem cair totalmente no ostracismo, mesmo com uma grande queda na popularidade e nas vendas. O fato de Kanigher ter sido por muitos anos a principal cabeça da DC Comics e dele ter adotado para si a Mulher Maravilha, pode ser um dos fatores que a levaram a ser uma das poucas sobreviventes desse período.

Kanigher também trabalhou com muitos títulos da DC com temática de guerra, estilo muito popular nesse período já que a guerra era um evento bastante recente ainda. 
SGT. ROCK, PERSONAGEM CRIADO POR KANIGHER
Nesta linha ele criou o Sargento Rock, que foi provavelmente o personagem mais popular desse estilo de quadrinhos, personagem hoje em dia praticamente desconhecido, mas um grande sucesso da época. É provável que justamente essa linha de trabalho com quadrinhos de guerra tenha levado kanigher a aproximar-se da Mulher Maravilha, já que a guerra era a principal motivação da vinda da heroína para o mundo dos homens e um dos temas mais frequentes das suas aventuras. 
Depois da Mulher Maravilha, surgiram outros personagens femininos, vilãs e heroínas, o sucesso da heroína amazona fez com que escritores e roteiristas criassem mais mulheres com super poderes. 
Muitas dessas personagens, porém, não passavam de contra-partes femininas de grandes heróis, as vezes parceiras ou personagens coadjuvantes de suas aventuras, como a Batmulher e depois a Batmoça, a Super-moça e a Mulher Águia.  
CANÁRIO NEGRO
Kanigher criou a que foi provavemente primeira heroína depois da Mulher maravilha verdadeiramente original e não apenas uma mera cópia de heróis masculinos: a Canário Negro.
Também foi ele que criou a Hera Venenosa, da galeria de vilões do Batman. Assim como os heróis ganharam parceiras e contra-partes femininas, alguns vilões de sucesso também ganharam suas contra-partes, e foi dentro desta perspectiva que kanigher criou também a Harlequim, companheira de crimes do Coringa.
Mas a principal contribuição de kanigher para o mundo dos quadrinhos de super-heróis, foi sem dúvida conseguir recuperar e erguer de novo  esse universo que havia entrado em decadência. 
Recai sobre ele o mérito de dar novo ânimo a este mundo imaginário. Entre os personagens que haviam caído no ostracismo estava o Flash, nessa época chamado aqui no Brasil de Joel Ciclone. Kanigher o recriou, um novo personagem assumiu a identidade de Flash, com um uniforme e uma origem diferentes, e mais elementos de ficção científica. Barry Allen, o novo Flash, era mais veloz, tinha mais poderes e habilidades que seu antecessor, e em pouco tempo tornou-se ainda mais popular. 
O sucesso foi tanto que logo outros personagens ganharam também novas versões, a seguir o Lanterna Verde e aos poucos todos os outros que já haviam sido realmente populares. mas nem todos os heróis da Erade Ouro puderam ser salvos e muitos acabaram mesmo caindo no esquecimento.
As vendas aumentaram, o estilo super-herói tornou-se popular novamente, e surgia assim a Era de Prata dos quadrinhos. 
Os "Três Grandes" não ficaram de fora dessas mudanças, mas Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha eram ícones fortes demais para que eles se arriscassem a mudanças tão radicais, afinal eles haviam conseguido sobreviver à decadência de quase todos os outros títulos e personagens assim mesmo como eram e isso provava o grande apelo que esses personagens tinham junto ao público. 
Eles foram modernizados, mas mantiveram inalteradas suas identidades secretas e basicamente as mesmas origens, uniformes e habilidades, apenas com algumas modificações para que ficassem mais atualizados.
Apesar de roteirista de quadrinhos, kanigher tinha uma formação literária clássica, cujas influências incluiam grandes nomes como Dostoyevsky, Maxim Gorky, Freud, Sófocles , Shakespeare e diversos outros. 
HERA VENENOSA - cr
Com certeza essa formação clássica influenciou positivamente na qualidade de seu trabalho, e essa nova fase dos quadrinhos trazida por Kanigher recebeu um grande aprimoramento tanto no visual quanto no conteúdo das histórias, com desenhos mais bem feitos e acabados e roteiros melhor elaborados.

A carreira de kanigher como escritor iniciou quando ele ele era ainda bem jovem, primeiro com contos e poesias publicados em revistas. 
Em 1932 ganhou o concurso colegial de contos do Estado de Nova York. Desde então entre os anos 30 e 40, escreveu rádio-novelas, filmes para o cinema e assinou a autoria de várias peças.
kanigher se sentiu atraído a escrever quadrinhos por ser algo muito lucrativo naquela época. 
Criou vários personagens de sucesso, entre eles o Capitão Marvel, cujo sucesso foi tão grande que rivalizava em vendas com o Super-Homem
Anos mais tarde a DC Comics incorporaria a Fawett Comics, editora do Capitão Marvel, ganhando assim os direitos de publicação de seus persongens. 
ROBERT KANIGHER JOVEM
Foi assim que o Capitão Marvel passou a integrar o universo DC, mas por muito tempo foi relegado a um segundo plano para garantir que Super-Homem continuasse como o campeão de vendas. Outros personagens não tiveram nem sequer essa chance e os menos populares desapareceram definitivamente.
em 1945 kanhigher foi contratado pela DC Comics, que nessa época ainda se chamava All-american Comics, e em poucos anos foi promovido a editor. 
Entre os títulos que estavam sob sua responsabilidade encontram-se alguns dos maiores sucessos da editora, como a Sociedade da Justiça, Gavião Negro, Lanterna Verde e, claro, Mulher maravilha
Pode-se dizer sem exageros que Robert kanigher escreveu seu nome na História dos quadrinhos. Hoje em dia muitas das suas histórias são eventualmente republicadas em edições especiais e exemplares dignos de colecionadores.
Também são frutos de sua imaginação outros personagens conhecidos como o Príncipe Vicking, os Homens metálicos, o Homem-Robô e Rima - a Garota das Selvas
CARICATURA DE KANIGHER E SEUS PERSONAGENS
Em sua homenaem prédios e ruas imaginários do Universo DC foram batizados com seu nome, principalmente nas cidades fictícias de Keystone e Central City
Na novela gráfica "As incríveis Aventuras de Nate Banks", a cidade natal do personagem chama-se Kanigher Falls, outra homenagem dos quadrinistas e roteiristas a esse grande nome dos quadrinhos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Harry G. Peter

 Harry G. Peter
Mulher Leopardo e Mulher Maravilha desenhadas por Harry G. Peter
 Harry G. Peter nasceu em 8 de março de 1880. Ele era cartonidsta de jornais, mas ficou mais conecido como o primeiro desenheista da mulher maravilha. Embora oficialmente charles moulton tenha na verdade desenhado também a primeira história da personagem, ma verdade ele não era t~]ao bom desenhista assim, apesar de muito bom roteirista e idealizador da personagem. Logo em seguida Harry G. Peter juntou-se ao projeto, sendo o principal e quase exclusivo desenhista da heroína de 1941 até sua morte em 1958. Pouquíssimas edições neste período não foram desenhadas por ele. Deve-se a ele portanto a estabilização da imagem da personagem, embora o crédito da criação na verdade seja de  Charles Moultoun, já que Harry G. Peter realmente apenas aprimorou os traços imginados por Charles.

Charles Moulton

Charles Moulton
Dr. William Moulton Marston (9 de Maio,1893 – 2 de Maio, 1947), também conhecido por seu pseudonimo, Charles Moulton, foi um psicólogo americano, teórico feminista, inventor, e escritor de quadrinhos, tendo criado a famosa Mulher Maravilha.
Duas mulheres, sua esposa Elizabeth Holloway Marston e Olive Byrne (que viveu com o casal numa relação polígama) serviram para inspirar e influenciar a personagem.


Em entrevista datada de 25 de outubro de 1940, conduzida pela sua aluna Olive Byrne (sob o pseudônimo de "Richard Olive") e publicado pela Family Circle com o título de "Não ria dos Quadrinhos", William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos (um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942).
Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics. Foi nesta época que Marston decidiu criar um novo super-herói.

TRAÇOS DE HARRY G. PETER PARA A PERSONAGEM
No início dos anos 1940, a DC Comics era dominada pelos personagens masculinos com superpoderes tais como Lanterna Verde, Batman, e o principal deles, Superman. Atribui-se à esposa de Marston, Elizabeth Holloway Marston, a idéia de se criar uma super-heroína:
William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo, teve a idéia de um tipo novo de super-herói, um que triunfaria não com punhos ou poderes, mas com amor. "Bom" disse Elizabeth. "Mas faça-lhe uma mulher.

Marston apresentou a idéia à Max Gaines, co-fundador (junto com Jack Liebowitz) de All-American Publications. Marston desenvolveu a Mulher-Maravilha junto com Elizabeth.Para criar a Mulher-Maravilha, Marston foi inspirado também por Olive Charles Byrne, uma mulher que viveu com ele em situação de poligamia, a quem se deve tabém o aspecto físico da personagem, que Charles Moulton teria desenhado inspirado pela aparência de Olive. Para escrever as aventuras em quadrinhos da nova super-heroína, Marston usou o pseudônimo de Charles Moulton, combinando seu nome do meio com o de Olive.

Como o criador de um instrumento de medição crucial para o desenvolvimento do detector de mentiras. o polígrafo, Marston conluiu por suas experiências de que as mulheres eram mais honestas e confiáveis do que os homens. Dessa forma, pôde trabalhar com seu personagem mais eficientemente.

Daí, "a Mulher-Maravilha é a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve governar o mundo", Marston escreveu. Embora Gloria Steinem tivesse colocado a Mulher-Maravilha na primeira capa autônoma de Ms em 1972, Marston, escrevendo bem antes, projetou a Mulher-Maravilha como representante de um modelo particular do poder feminino. O Feminismo discute que as mulheres são iguais aos homens e devem ser tratadas como tal. Na mente de Marston, as mulheres não só possuiam o potencial de serem tão boas quanto homens, mas podiam ser superiores a eles. Até sua morte Charles foi, salvo raras excessões em pouquíssimas histórias, praticamente o único roteirista da personagem.