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quarta-feira, 14 de abril de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL / CAPÍTULO 7

Em suas aventuras entre outubro 
e dezembro de 1942, 
editadas em 
Sensation Comics n° 10, 
All-Star Comics n° 13, 
Sensation Comics n°s 11 e 12, 
Comic Cavalcade n° 1 
(edição de inverno) e 
All-Star Comics n° 14, 
Mulher Maravilha enfrenta 
inimigos como o espião 
japonês Ishti, 
a Rainha Desira, 
governante do planeta Vênus, 
e a guerreira Rebla, 
além de sua arqui-inimiga 
Baronesa Paula Von Gunther, 
sempre com um estratagema 
montado para sabotar o esforço 
de guerra norte-americano. 
Captura Mr. Kipp, 
um quinta-coluna da 
alta sociedade,  
o que a leva também a descobrir 
e derrotar um grupo de espiões 
nazistas denominados como 
“os pescadores”, que pretendia 
destruir uma fábrica de navios 
de guerra em Salem, 
resgatando também 
Tommy Royden, um jovem americano que estava sendo mantido prisioneiro desses espiões.
 OBSERVAÇÕES: Encerra-se 
aqui o primeiro ano de aventuras da Mulher Maravilha,
que vai de dezembro de 1941 a dezembro de 1942.
Este primeiro ano define a cada história as principais
características da personagem, sua origem, seus
poderes, seus amigos, sua entrada para
a Sociedade da Justiça,
antiga versão da Liga da Justiça, a introdução do laço
mágico. o longo deste ano sua histórias foram editadas
mensalmente na Sensation Comics, que trazia aventuras
solos de diversos heróis, e em quase todos os números
da edição bimestral All Satar Comics, que editava
aventuras solo e em conjunto
dos membrosda Sociedade da Justiça.
Ganhou sua própria revista, numa edição
quadrimestral, uma a cada estação do ano. Foram
lançadas dois n°s nesse ano, ambos trazendo somente
histórias dela, e finalmente em dezembro passa a fazer
parte de mais uma edição, a estreante Comic Cavalgade,
que tinha a intenção de dar maior divulgação a dois
personagens secundários que vinham se destacando
entre os membros da Sociedade da Justiça, as antigas e
primeiras versões dos heróis Lanterna Verde e Flash.
Para garantir a vendagem dessa nova revista, precisavam
de um personagem que já estivesse estabelecido, então a
escolha foi a Mulher Maravilha, primeiro porque era uma
personagem nova ainda nos quadrinhos,
tal qual os outros dois,
e segundo porque ela era membro também da
Sociedade da Justiça, o que estabelecia um ponto de
ligação entre todos os personagens da nova edição,
mesmo estando cada um em sua própria história solo.
Enfim, de uma única história lançada um ano antes, de
uma personagem inédita, o sucesso foi tão grande que
doze meses depois ela já fazia parte de 4 títulos, um deles
dela própria. Infelizmente, depois da morte de seu
criador, nem sempre a Mulher Maravilha esteve tã bem,
outros roteiristas muitas vezes bagunçaram com sua
imagem e ao longo de seus quase 70 anos de existência,
a se completar em 2011,
ela teve muitos altos e baixos,
mas continua sendo sempre a primeira
e mais querida heroína dos quadrinhos.
Seu nome é tão forte quanto o de Batman e Super-homem,
e juntos os 3 são os mais antigos heróis ainda publicados
até os dias de hoje.
Muitos já desapareceram ou foram tão radicalmente
modificados que mal lembram,
e alguns nada lembram, sua versões originais.
Já tentaram mudar seu nome, seu uniforme, seus poderes,
já tentaram colocar outra personagem como
Mulher Maravilha, a exemplo de outros heróis
que foram substitudos por seus sucessores,
inclusive seus dois companheiros da Comic Cavalgade:
já existiram vários Lanternas Verdes e o Flash atual
já é o 3° na história dos quadrinhos.
Mulher Maravilha, contudo, se impõe sobre essas mudanças.
Hoje em dia está atualizada, é claro,
o uniforme sofreu mudanças,
mas ainda é basicamente o mesmo,
só foi encurtando e ficando mais sexy com o tempo,
trocaram alguns detalhes como a águia dourada
sobre seu busto que se tornou nos dias de hoje
dois Ws estilizados, mas ainda lembrando a forma
das asas.
A idéia inicial, porém, ainda é a mesma.
Isso acontece porque Mulher Maravilha não é
só mais uma personagem, não é apenas
uma heroína qualquer, é um grande ícone
da cultura mundial,
um símbolo quer se tornou universal.
Surgiu na II Guerra Mundial,
quando as mulheres americanas assumiram vários
papéis na sociedade para manter de pé
o império americano e garantir a subsistência
de suas famílias quando seus maridos, irmãos
e filhos foram para a guerra.
A mulher que era peça decorativa de luxo nas casas,
mera procriadora,
se tornou empreendedora,
se empregou em fábricas, transformaram-se muitas em operárias
para suprir a falta de mão de obra masculina.
Começa aí a grande revolução feminina que muitos anos depois levaria ao ato simbólico da queima de soutiens,
a conquista do direito de voto e muito mais.
Enquanto a sociedade passava por essas mudanças radicais,
os quadrinhos ainda eram dominados pelos heróis masculinos,
surge, então a Mulher Maravilha, no momento certo e preciso.
Mesmo com o fim da guerra,
quando muitas mulheres voltaram ao seu papel tradicional,
ela ainda continuou fazendo sucesso,
pois os fenômenos sociais não retrocedem,
nunca mais as mulheres seriam de novo um bibelô pacífico
e conformado com seu papel secundário e figurativo
na História e na sociedade,
e Mulher Maravilha representa isso,
a força feminina, capaz de enfrentar os mais duros obstáculos sem jamais perder a doçura. A “guerra dos sexos” se representa na rivalidade de Marte (atualmente Ares) e Afrodite, quando o Deus da Guerra conclama que seus homens dominarão o mundo pela espada e a Deusa do amor e da beleza docilmente reponde que suas mulheres dominarão os homens com o amor. Toda esta simbologia é forte demais para ser esquecida, daí o segredo da força e do sucesso dessa personagem que se tornou muito mais do que um quadrinho. Ela está enraizada em décadas de História, e seu criador ainda teve a genialidade de ligá-la aos mitos gregos que a milhares de anos encantam a humanidade, transformando-a numa personagem tão consistente e encantadora que sobrevive por si mesma, jamais esquecida. Todas as tentativas feitas de tentar transformá-la num personagem diferente fracassaram, pois sua figura e seu mito são insubstituíveis. 

domingo, 11 de abril de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL / CAPÍTULO 6


Aqui se resumem 
os acontecimentos 
entre julho e setembro 
de 1942, 
nas histórias editadas 
nos seguintes títulos: 
Sensation Comics
n°s 7 e 8, 
All Star Comics n° 12, 
Sensation Comics n° 9 
e Wonder woman n° 2 
(edição de outono).

A Mulher Maravilha 
consegue frustrar mais 
um esquema 
maquiavélico da 
Baronesa Paula 
Von Gunther, 
que desta vez 
planeja monopolizar 
todo o suprimento 
e a comercialização do 
leite nos estados Unidos, 
em especial o que 
é fornecido às 
tropas americanas. 
Sua intenção é 
adulterá-lo, diminuindo 
o cálcio de 
seus componentes 
e acrescentando 
outras substâncias 
nocivas, 
de forma que após 
algum tempo os 
soldados americanos 
ficassem com ossos 
mais enfraquecidos 
e vulneráveis, 
tornando-se mais fágeis 
de serem derrotados. 

Em outra aventura 
Mulher Maravilha cruza 
seu caminho com 
Gloria Bullfinch, 
derrotando-a também. 

Além de suas 
próprias batalhas, 
Mulher Maravilha 
também atua e 
colabora 
ocasionalmente com 
a Sociedade 
da Justiça. 

De repente ocorre 
algo inesperado, 
a enfermeira Prince, 
a verdadeira, 
de quem a 
Mulher Maravilha 
havia emprestado o 
nome e identidade, 
retorna aos 
Estados Unidos. 
Ela agora está casada 
com seu antigo namorado, 
um inventor chamado 
Dan White, 
e eles tem agora uma 
criança recém nascida. 
Ela deseja sua identidade 
de volta, 
assim poderá se 
estabelecer nos 
Estados Unidos, 
arranjar um trabalho e 
ajudar ao marido que 
está passando 
por dificuldades. 
Mulher Maravilha se 
vê obrigada a abandonar 
sua identidade secreta, 
devolvendo o nome para 
a Diana Prince verdadeira, 
mas pouco depois essa 
é seqüestrada por 
espiões nazistas que 
a obrigam a entregar 
uma das invenções de 
seu marido. 
Mulher Maravilha, 
porém, consegue salvá-la, 
e em seguida 
precisa resgatar também 
o marido, 
que se torna prisioneiro 
de um grupo de 
espiões nazistas 
liderados por um 
vilão chamado 
Dr. Cue. 
Com todos a salvo, 
Dan consegue 
finalmente vender a 
patente de sua 
invenção, 
que se mostra um sucesso, 
resolvendo assim 
seus problemas financeiros. 
A esposa, 
grata à heroína por lhes 
ter salvo a vida, 
compreende a 
importância da missão 
da princesa amazona, 
e agora sem mais 
a necessidade de 
trabalhar para ajudar 
seu companheiro, 
abre mão de seu nome 
de solteira e 
adota definitivamente 
o nome do marido, 
passando a se chamar, 
portanto, 
Diana White, 
e mais uma vez a 
Mulher Maravilha passa 
a usar o nome e a 
identidade de 
Diana Prince.

Finalmente, 
numa verdadeira epopéia 
que engloba 
4 histórias seguidas, 
Mulher Maravilha tem 
que enfrentar 
o Deus da Guerra, 
Marte, 
que para desafiar Afrodite, 
duesa do amor e da beleza
e mentora das amazonas,
e provar a ela que a 
espada é mais poderosa
que a força do amor,
pretende fomentar 
ainda mais 
a guerra, 
tornando-a mais violenta 
e sangrenta, 
e prolongando-a 
indefinidamente, 
de forma a aumentar 
seus poderes que 
se alimentam das energias 
emanadas das guerras. 
Mulher Maravilha consegue 
inicialmente frustrar 
seus intentos, 
mas Marte envia a Terra 
seus emissários para 
que concretizem seus planos, 
e Mulher Maravilha tem 
que enfrentá-los um a um, 
primeiro o 
Senhor da Discórdia, 
em seguida 
o Duque da Decepção, 
e por último 
o Lorde da Conquista, 
finalmente assim 
conseguindo impedir 
os planos de marte.
////////////////////////////////////////////////////
OBSERVAÇÕES: 
Quando Roma conquistou 
a antiga Grécia, 
acabou absorvendo sua cultura 
e seus deuses se misturaram 
como se fossem um só, 
por isso é comum se referir 
aos deuses gregos pelo nome de seus similares romanos, confundido-os. Na realidade em termos práticos é muito difícil atualmente separá-los e distinguir entre as lendas o que é grego e o que é romano, Roma dominou a Grécia política e militarmente, mas a Grécia a superou culturalmente. Nas antigas aventuras da Mulher Maravilha muitas vezes eram usados os nomes romanos, como no caso de Marte, o Deus da Guerra, e de Hércules, que derrotou e dominou as amazonas no passado. Nos tempos mais atuais, para se definir melhor a origem da Mulher maravilha como grega e não romana, já que a lenda das Amazonas vem realmente da velha Grécia, bem anterior a dominação romana, e segundo as lendas sua tribo se estabelecia em terras gregas, passou a se ter o cuidado de denominá-los todos por seus nomes gregos, Marte então, passa a se chamar Ares, e Hércules passa a ser chamado Heracles. Afrodite, deusa do amor, desde o começo já era tratada por este nome, mas em algumas ocasiões aparecia como Vênus, o que agora não ocorre mais, sendo agora sempre tratada por Afrodite. O mesmo se passou com os outros deuses e personagens mitológicos, preferindo-se sempre se referir a eles por seus nomes gregos; Netuno, então, passa a ser Poseidon, Mercúrio passa a ser Hermes, Plutão passa ser Hades, e assim por diante.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL - CAPÍTULO 5



No verão americano de 1942 chega as bancas  o n° 1 da revista Wonder woman. Apenas seis meses após ser lançada, Mulher Maravilha ganha seu próprio título em tempo recorde, pois  nunca antes um herói havia ganho seu próprio gibi em tão pouco tempo, nem mesmo o Super Homem quesó ganhou sua própria revista um ano depois do seu lançamento.. A princípio esse título tinha apenas 4 edições anuais, uma a cada estação, tendo sido esta primeira, portanto, uma edição de verão, na qual é recontada a história de sua origem e são publicadas mais 3 histórias inéditas, ao longo das quais Mulher Maravilha  confronta primeiro um espião japonês chamado San Yan e na seguinte depara-se novamente com a Baronesa Paula Von Gunther. Na última história a heroína descobre um quartel subterrâneo japonês onde estão escondidos 3.500 aviões e 100 mil soldados a espera do momento oportuno para atacar. Eles planejam invadir e conquistar o México, mas a Mulher Maravilha consegue frustar seus planos e obriga o oficial em comando a render-se e entregar a base subterrânea. Paralelamente, as aventuras da Mulher Maravilha continuavam sendo editadas regularmente na Sensation Comics e muito comumente também na All Star Comics.

quarta-feira, 31 de março de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL

CAPÍTULO 4
NESTE CAPÍTULO ESTÃO RESUMIDOS OS
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS ENTRE
MARÇO E JULHO DE 1942, NAS SEGUINTES
PUBLICAÇÕES: SENSATION COMICS N°s  3, 4,
5 e 6, e ALL STAR COMICS N° 11.
FATOS RELEVANTE 
E COMENTÁRIOS
- DIANA DEIXA DE SER ENFERMEIRA E SE
TORNA SECRETÁRIA DO SERVIÇO SECRETO
MILITAR, COMPLETANDO A VERSÃO
DIFINITIVA DA IDENTIDADE SECRETA DA
MULHER MARAVILHA, QUE PREVALECERIA
ATÉ MEADOS DOS ANOS 80, COM EXCESSÃO
DE ALGUMAS FASES TEMPORÁRIAS.  
- INTRODUZ-SE A BARONESA PAULA VON
GUNTHER, PRIMEIRA GRANDE ARQUI-INIMIGA DA MULHER MULHER-MARAVILHA. NÃO FOI A PRIMEIRA VILÃ QUE A HEROÍNA DERROTOU,
ESSE POSTO PERTENCE A PRINCESA MARU, TRAVESTIDA COMO O DOUTOR POISON. EM SEGUIDA VEM EVE BROWN, ESPIÃ NAZISTA INTRODUZIDA NO SERVIÇO SECRETO MILITAR E DESMASCARADA PELA MULHER MARAVILHA. ESSE MESMO ARGUMENTO SERIA USADO NOVAMENTE NOS ANOS 70 NO EPISÓDIO PILOTO DA SÉRIE DE TV, ONDE TAMBÉM EXISTE UMA EVE, SECRETÁRIA DE STEVE NA VERDADE A SERVIÇO DOS NAZISTAS. MAS A BARONESA VON GUNTHER FOI A PRIMEIRA A VOLTAR A ENFRENTÁ-LA, INAUGURANDO ASSIM SUA GALERIA DE VILÕES. NO FUTURO A BARONESA SE REGENERA E É LEVADA PARA A ILHA PARAÍSO, ONDE SE TORNA A DOUTORA PAULA E É TREINADA PARA SER UMA AMAZONA, SE TORNANDO ENTRE ELAS
A MAIS FIEL E DEDICADA À PRINCESA DIANA. CRÍTICOS DE QUADRINHOS E PSICÓLOGOS, INTENCIONADOS EM DENEGRIR A IMAGEM DOS QUADRINHOS E DOS HERÓIS COMO EXEMPLOS NEGATIVOS E DEGENERATIVOS PARA AS CRIANÇAS, ARGUMENTARIAM QUE PAULA SERIA UMA LÉSBICA APAIXONADA PELA MULHER MARAVILHA, O QUE EXPLICARIA SUA CEGA ABNEGAÇÃO PELA AMAZONA.
- INTRODUZ-SE O FAMOSO LAÇO DOURADO, TAMBÉM CHAMADO DE LAÇO DA VERDADE OU LAÇO MÁGICO, DEPENDENDO DA PREFERÊNCIA DE CADA ROTEIRISTA. É UM PRESENTE DE SUA MÃE HIPÓLITA. É INTERESSANTE E FUNDAMENTAL REGISTRAR QUE O CRIADOR DA MULHER MARAVILHA, CHARLES MOULTON MARSTESON, TAMBÉM ERA PSICÓLOGO, E ENTROU PARA A HISTÓRIA COMO O CRIADOR DO DETECTOR DE
MENTIRAS, ATÉ HOJE LARGAMENTE USADO. O LAÇO TEVE PEQUENAS VARIAÇOES DE PROPRIEDADES E PODERES AO LONGO DE DIFERENTES FASES E VERSÕES, COMO A CAPACIDADE DE SE ESTICAR INFINITAMENTE, O DE INDUZIR A VONTADE COMO SE HIPNOTIZASSE AS PESSOAS OBRIGANDO-AS A OBEDECER MESMO DEPOIS DE SOLTOS A QUALQUER ORDEM QUE RECEBESSEM ENQUANTO ESTIVESSEM AMARRADOS POR ELE, ASSIM COMO TAMBÉM DE FAZER ESQUECER AQUILO QUE A MULHER MARAVILHA QUERIA QUE SE APAGASSE DAS MENTES DE SEUS INIMIGOS. NA VERDADE A MULHER MARAVILHA ERA CAPAZ DE FAZER QUASE TUDO COM SEU LAÇO, CRIAR UM VENTO FORTE OU UMA ESPÉCIE DE ESCUDO PROTETOR FAZENDO-O GIRAR COMO UMA HÉLICE, ABAFAR E CONTER EXPLOSÕES DE BOMBAS ENROLADAS NO LAÇO, E O QUE MAIS A IMAGINAÇÃO DOS ROTEIRISTAS
CONSEGUISSE CRIAR, MAS SUAS PRINCIPAIS E ORIGINAIS CARACTERÍSTICAS FICARAM INALTERÁVEIS AO LONGO DOS ANOS: O DE SER INDESTRUTÍVEL E O DE INDUZIR AS PESSOAS A FALAR SOMENTE A VERDADE. MAS SUA PRINCIPAL E MAIS PODEROSA ARMA TAMBÉM PODERIA SE TORNAR SUA FRAQUEZA, POIS A HEROÍNA FICAVA INDEFESA SE FOSSE PRESA POR SEU PRÓPRIO LAÇO. O MESMO ACONTECIA COM SEUS BRACELETES, SE ELES FOSSEM PRESOS, SOLDADOS, ACORRENTADOS OU AMARRADOS DE QUALQUER FORMA UM AO OUTRO, ELA PERDIA SUA SUPER-FORÇA, MAS SOMENTE SE ISSO FOSSE FEITO POR UM HOMEM. NA QUALIDADE DE PSICÓLOGO DE SEU CRIADOR E PRINCIPAL ROTEIRISTA NOS PRIMEIROS ANOS DE SUAS AVENTURAS, FICA CLARA AQUI UMA PARÁBOLA DA DOMINAÇÃO MASCULINA SOBRE AS MULHERES AO LONGO DOS TEMPOS, O QUE ERA AINDA MAIS FORTE E EVIDENTE NOS ANOS 40.

RESUMO DAS AVENTURAS 
Quando Steve Tevor recebe alta do hospital e volta à ativa, a enfermeira Prince consegue emprego como secretária do General Darnell no quartel general do serviço secreto militar dos EUA. Consegue dessa forma permanecer ao lado de Steve Trevor que serve também sob as ordens do General Darnell. Descobre, então, que outra das secretárias, Eve Brown, é uma traidora que vende informações e segredos militares para os nazistas. Consegue desmascarar a traidora e capturar seu contato, um espião nazista chamado Gross.

Pouco depois a Mulher Maravilha enfrenta pela primeira vez uma de suas grandes arqui-inimigas , a Baronesa Von Gunther.
Ela é uma agente nazista que escraviza mulheres para utilizá-las em operações de guerra e contra-espionagem. É nesta aventura que Mulher Maravilha descobre uma de suas fraquezas quando é capturada e
um homem prende seus braceletes um ao outro com uma corrente. Por determinação da deusa Afrodite, as amazonas perdem sua força se deixarem que um homem prendam, amarrem, soldem ou acorrentem seus braceletes. Esse é o castigo por no passado distante um dia terem se deixado derrotar e escravizar pelos homens. De sua antiga escravidão, restaram os braceletes nos quais se prendiam seus grilhões e para que nunca se esqueçam desses acontecimentos,
também não podem retirá-los dos pulsos sem correr o risco de enlouquecer. Depois de derrotar a Baronesa Von Gunther, Mulher Maravilha consegue também frustar os planos de espiões inimigos que pretendem sabotar um novo projeto americano, um submarino batizado com o nome de octopus.
Algum tempo depois a princesa amazona confronta mais uma vez a Baronesa Paula Von Gunther, mas desta vez conta com mais um recurso a seu favor, o laço dourado que recebe de sua mãe, a Rainha Hippolyta. É aqui que se introduz o famoso laço mágico, capaz de impelir quem por ele esteja envolvido a falar somente a verdade.
Junto com o laço, também ocorre outra mudança, a saia de seu uniforme é trocada por um short colante.
Finalmente, Mulher Maravilha se junta à Sociedade da Justiça numa luta contra soldados japoneses em pleno campo de batalha. Essa é uma das primeiras vezes em que ela atua diretamente na guerra, e não apenas enfrentando agentes e espiões inimigos, assim como também é uma das primeiras em que age assossiada a outros heróis.

quinta-feira, 11 de março de 2010

CAPÍTULO 3


COMENTÁRIO:
NA TERCEIRA AVENTURA DA MULHER MARAVILHA, EDITADA NO GIBI SENSATION COMICS N°
2, EM FEVEREIRO DE 1942, COMPLETA-SE FINALMENTE O NÚCLEO
PRINCIPAL DE SUAS HISTÓRIAS. AQUI SE INTRODUZ ETTA CANDY, QUE ORIGINALMENTE ERA UMA ESTUDANTE GORDINHA, AFRISSURADA POR DOCES (DAÍ O TROCADILHO DO NOME, CANDY EM INGLÊS SIGNIFICA DOCE), LÍDER DE UMA BANDA ESCOLAR FORMADA POR MENINAS, AS GAROTAS HOLLYDAY. ETTA FOI UMA PERSONAGEM BASTANTE POPULAR NA DÉCADA DE 40, MAS COMO AS PERSONAGENS DOS QUADRINHOS ESTÃO SEMPRE SE RENOVANDO E GANHANDO NOVAS VERSÕES, NO FUTURO ETTA CANDY PASSA A SER ETTA PLACE, SECRETÁRIA DO SERVIÇO SECRETO MILITAR JUNTAMENTE COM DIANA PRINCE, E AS GAROTAS HOLIDAY EVENTUALMENTE DESAPARECEM DEFINITIVAMENTE DAS PÁGINAS DOS QUADRINHOS.
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Contra todos os esforços da enfermeira Diana Prince que quer que Steve Trevor permaneça em repouso, ele na verdade está ansioso por receber alta e voltar à ativa, pois tem importantes informações sobre a identidade de espiões inimigos que deseja 
transmitir aos seus superiores.


Antes que receba alta porém, um grupo de nazistas disfarçados como oficiais americanos o seqüestra, levando 
junto também a enfermeira Prince.


Levados ao seu quartel general inimigo, eles são trancados em celas separadas.


Lá Steve é interrogado pelo líder do grupo nazista, o Doutor Poison, que planeja usar sua droga Reverso para causar um verdadeiros caos entre os soldados americanos, contaminando a água das tropas com essa substância.


Esta droga é capaz de causar uma confusão no cérebro de quem for contaminado por ela, levando-os a cumprir ao contrário todas as ordens que receberem.


Diana, transformada em Mulher Maravilha, foge do esconderijo dos nazistas e vai a procura de sua amiga Etta Candy, que conhecera no hospital quando esta se internara para operar o apêndice, para pedir sua ajuda no resgate de Steve Trevor.


Etta é uma estudante, líder de uma banda de garotas conhecidas como as Garotas Holliday.

Etta e as meninas da banda conseguem enganar os nazistas, seduzindo-os com música, dança e a possibilidade de um envolvimento romântico, dando assim à Mulher Maravilha a cobertura necessária para ela invadir o esconderijo inimigo, libertar Steve e capturar o Dr. Poison, que na verdade é uma mulher, a princesa japonesa Maru, disfarçada como homem. 
Ao desmascará-la, Mulher Maravilha revela que desde o princípio sabia que tratava-se de uma mulher, pois suas mãos delicadas a haviam denunciado. 
Derrotados os inimigos, Mulher Maravilha conduz Steve Trevor de volta ao hospital. Etta se torna a melhor amiga da mulher maravilha, acompanhado-a depois juntamente com as garotas Holliday, 
que acabam se tornando uma espécie de comando feminino sempre pronto a auxiliar a Mulher Maravilha em suas aventuras.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL - CAPÍTULO 2

A
história
a
seguir
narra
a
segunda
aventura
da
Mulher
Maravilha.
Foi
orinalmente
editada
no
gibi
Sensation
Comics
N° 1,
em
janeiro
de
1942,
e
explica
como
surgiu
Diana
Prince,
a
identidade
secreta
da heroína.
////
Mulher Maravilha voa em seu avião invisível levando o convalescente Steve trevor de volta aos Estados Unidos, deixando-o num hospital militar em Washington, capital do Estados Unidos, depois de pousar no campo nas proximidades da cidade e deixar o avião num balcão abandonado.


Em seguida resolve explorar a cidade e começa a caminhar por suas ruas, tentando familiarizar-se com aquele novo e estranho mundo repleto de homens. É quando depara-se com um grupo de assaltantes que acabara de roubar um banco, interceptando sua fuga e capturando-os. Em seguida conhece o inescrupuloso empresário Al Kane, que lhe sugere apresentar-se num espetáculo usando suas incríveis habilidades.
Assim, a Mulher Maravilha faz uma rápida aparição no show busyness, ganhando dessa forma algum dinheiro com o qual financiar sua estadia no mundo dos homens. Retorna, então, ao hospital, pensando numa forma de permanecer perto de Steve Trevor.

Nas encadarias em frente à entrada do hospital, encontra uma garota aos prantos. Ela lhe conta que é uma enfermeira do exército que acaba de ser designada para apresentar-se naquele hospital, e o motivo de sua tristeza é 
que seu noivo conseguira um emprego na América do Sul, 
mas não tinha condições de financiar para que ela o acompanhasse, de forma que eles ficariam separados.
Após pensar por um momento, a princesa Diana remove os óculos da enfermeira, constatando que ambas são muito parecidas. A amazona propõe-lhe dar-lhe o dinheiro necessário para a 
viagem em troca de 
sua identidade e 
suas credenciais, 

assim ambas poderiam permanecer junto aos homens que amavam.


A enfermeira concorda, 
dizendo, então seu 
nome para a princesa 
amazona, 
que o usaria 
a partir de então. 

Por coincidência, 
chamava-se 
também Diana, 
sobrenome Prince. 
 Vestindo o uniforme da enfermeira e colocando seus óculos, surge, então, Diana Prince, que a partir desse momento se tornaria a identidade secreta da Mulher Maravilha, que assim, disfarçada como enfermeira, pode manter-se ao lado de Steve Trevor e acompanhar seu restabelecimento.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MULHER-MARAVILHA – A VERSÃO ORIGINAL / CAPÍTULO 1

(COMENTÁRIO: 
Essa história 
é contada 
no gibi 
All Star Comics n° 8 
– edição bimestral 
referente 
a dezembro e janeiro 
de 1941/42 e marca 
o surgimento 
da mulher maravilha.
Algumas das imagens 
aqui são ilustrações 
originais 
dessa edição, 
outras foram 
acrescentadas 
a título 
ilustrativo.)
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Steve Trevor cai com seu avião nas praias da Ilha Paraíso, lar das amazonas. Duas delas assistem ao acidente e vão averiguar. Mala, de cabelos loiros, exclama:
- Pelos Deuses, é um homem.

Jamais um homem fora avistado ou sequer um dia pusera os pés no solo sagrado da Ilha Paraíso.

A morena parceira de Mala é Diana, princesa das amazonas. Ela ergue Steve em seus braços aparentemente frágeis e, correndo com incrível velocidade, o carrega para a cidade em busca de socorro médico.

Sua mãe, a Rainha Hippolyta, ordena às médicas que cuidem muito bem dele, mas recomenda que seus olhos estejam sempre vendados, para que não tome conhecimento da ilha e de suas habitantes.

Nos dias que se seguem, Diana constantemente encontra-se aos pés de seu leito, cuidando pessoalmente do doente. As médicas previnem Hippolyta quanto ao zelo e curiosidade de sua filha a respeito do paciente, e a rainha compreende, ou antes pressente, que sua filha apaixonou-se pelo estranho. 
Proíbe, então, Diana de continuar a vê-lo, 
e ante os protestos da princesa, faz-lhe lembrar da história das amazonas 
e de como 
milênios 
atrás elas 
viveram 
pacificamente 
na antiga 
Grécia, 
numa 
cidadela 
chamada 
Amazônia, 
até que 
um dia 
foram 
atacadas, 
traídas e 
enganadas, 
por 
fim 
derrotadas 
escravizadas 
por 
Hércules 
seus 
homens.

Aprhodite, 
deusa 
do amor 
e da beleza, compadeceu-se 
de sua sorte e libertou-as da escravidão, conduzindo-as 
a seu novo lar 
na Ilha Paraíso, 
um santuário de paz e harmonia onde elas se tornariam mulheres  imortais e viveriam eternamente felizes, com a condição de que deveriam para sempre manter-se afastadas do resto do mundo e dos homens.
Hoppolyta e Diana usaram um artefato chamado a esfera mágica, para percrustar o passado e descobrir como Steve Trevor e seu avião vieram a colidir contra a Ilha Paraíso. Observaram como ele perseguia nos céus um avião nazista e como duelaram até que ambos abateram-se um ao outro, vindo ele, então, a cair nas areias da ilha.
Diana diz a sua mãe que Steve precisa retornar ao mundo dos homens, para continuar combatendo o demônio nazista,então, Hippolyta pede que a deixe só, para que consulte e se aconselhe com os deuses.
É, então, que a Deusa Aprhodite se mostra à rainha e lhe revela o que se passa longe dos domínios da Ilha Paraíso, contando que os nazistas são uma ameaça a todo o planeta e que precisam ser detidos em prol da paz mundial.
Fora vontade dos deuses que Steve caísse justamente na ilha das Amazonas, e que agora cabia a elas enviar uma emissária ao mundo dos homens para conduzir de volta o soldado abatido e ajudar a derrotar os nazistas.
Hippolyta, então, decreta que se realize um grande torneio que determinará qual a mais forte e brava de suas guerreiras, a que deverá se imcubir desta missão, mas proíbe sua filha de participar da competição, pois sabe que aquela que sair vitoriosa deverá abandonar a ilha talvez para sempre e se expor aos perigos e à selvageria do mundo dos homens.
Finalmente chega o dia do torneio e as amazonas que dele tomam parte usam máscaras, assim não se sentirão contrangidas em duelar com suas irmãs com quem vivem em plena harmonia há milhares de anos. 
Depois de uma série de provas eliminatórias que testam suas habilidades, força e agilidade, todas no estilo dos jogos olímpicos da antiga Grécia, restam ao final duas amazonas. 
Uma delas é Mala, e a outra uma amazona que ninguém conseguira identificar. O desafio final é o duelo de balas e braceletes. Mala atira primeiro em sua oponente, que consegue repelir todas as balas com seus braceletes. 
Ao trocarem de posição, porém, Mala, após repelir os primeiros tiros, acaba sendo ferida no ombro por uma das balas, dando a vitória a sua opositora.
Hippolyta convida a vencedora a revelar sua identidade para que todas saibam a quem caberá a glória de representar as amazonas no mundo do patriarcado, e qual não é sua surpresa ao constatar que trata-se de sua própria filha, que disfarçara-se para participar do torneio. Sem poder destituir Diana de seu direito adquirido pela vitória, e no fundo orgulhosa por reconhecer na filha aquela que derrotara a todas as outras, mostrando-se portanto a mais poderosas das amazonas, 
ela presenteia a princesa com um traje especialmente confeccionado para a vencedora, um saiote azul decorado com estrelas brancas, um top vermelho com o brazão de uma águia dourada no busto, botas vermelhas com borda branca e uma tiara dourada com uma estrela vermelha no centro. 
E assim, a Princesa Diana, abrindo mão de seu direito hereditário ao trono, deixa a Ilha Paraíso, perdendo também assim sua imortalidade, para conduzir seu amado Steve Trevor de volta à América, país em que se tornaria conhecida como a Mulher-Maravilha, e que aprenderia a amar, protegendo-o e adotando-o como sua nova pátria.